Neofobia e Seletividade alimentar: uma abordagem nutricional e como tratar

Dra Camila Garcia

Dra Camila Garcia

A seletividade alimentar pode acontecer com qualquer criança, principalmente depois dos 2 anos. Quando ela surge, um diagnóstico correto e precoce, facilita a reversão dos casos. 

Logo, o papel da família é fundamental para que passe o mais rápido possível sem deixar nenhum trauma na criança. Sim, para alguns, o distúrbio alimentar é tão sério, quem chegam a ficar traumatizados, com medo de colher ou sem querer sentar no cadeirão, por exemplo.

Por isso é importante não forçar a criança a comer. Se isso acontecer e ela comer chorando ou nervosa, ela pode estabelecer uma relação de que comer é bom e não será saudável para os hábitos alimentares saudáveis que ela deve ter.

A seletividade é quando a criança, por algum motivo, não come um ou mais grupos alimentares. Os 5 grupos alimentares são: proteína, leguminosas, verduras, legumes e carboidrato. O ideal é que o prato da criança contenha um alimento de cada grupo para ser uma refeição completa.

Só assim é possível garantir alimentação balanceada, com todos os nutrientes necessários para o bom desenvolvimento do bebê.

Com a seletividade, ela não come a maior parte dos alimentos do grupo. Por exemplo, se ela não come cenoura, mas come vários outros legumes, como beterraba, chuchu, abobrinha, berinjela, tomate, ela não é seletiva. É apenas um alimento que ela recusa.

Veja Horários na Introdução Alimentar: Como organizar a rotina da alimentação

Fases do desenvolvimento

Este distúrbio alimentar pode aparecer em diversas fases da infância, mas é fundamental identificá-la para saber a melhor maneira de lidar com ela.

É mais comum após os 2 anos. Antes disso, se a criança rejeita algum alimento pode ser apenas uma recusa alimentar momentânea. Esta recusa pode ter relação com outros acontecimentos, como o nascimento do dentinho ou uma criança doente. 

Se for antes de 1 ano, está tudo bem se o bebê não aceitar todos os alimentos. Ele ainda está na fase de introdução alimentar e o leite ainda oferece todo suporte nutricional que a criança precisa.

Falta de nutrientes

alimentos sem nutrientes na seletividade alimentar

veja tipos de alimentos par evitar na seletividade alimentar

Quando se fala em seletividade alimentar infantil, a grande preocupação está com a falta dos micronutrientes que pode prejudicar a saúde da criança.

Neste caso, é preciso estar em alerta para que ela não fique doente nem desnutrida, ou seja, faltando os nutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo, mantendo uma boa saúde e imunidade forte.

Quando há deficiência de vitaminas e nutrientes, a criança pode ficar anêmica e isso prejudica todo seu crescimento e desenvolvimento.

Além disso, uma criança que não se alimenta de forma saudável, pode ficar mal-humorada, não conseguir dormir direito, ter dificuldade na escola, está sempre cansada, fica irritada facilmente, entre outros problemas.

Peso x saúde

criança comendo no tratamento da seletividade alimentar

Não é possível avaliar se uma criança está bem nutrida ou desnutrida pelo seu peso ou aparência. É um mito de que um bebê gordinho é sinônimo de saúde. 

Uma criança desnutrida não precisa necessariamente ser magra. Ela pode ter deficiência de nutrientes e ser obesa ao mesmo tempo se ela estiver recebendo alimentos muito calóricos, como os industrializados e cheios de açúcar.

Pode ser que uma criança desnutrida seja obesa porque ela não tem os micronutrientes dos grupos alimentares essenciais. 

Ao invés dos alimentos de verdade, fundamentais para o organismo, essa criança recebe calorias às vezes de um alimento totalmente vazio, que não agrega nada na saúde dela.

Importância da família

 A criança pode ter preferência por alguns alimentos, mas não comer uma grande parte é perigoso. Por isso é fundamental ter uma alimentação saudável desde pequeno, comendo os cinco grupos alimentares em toda refeição.

Veja Meu filho rejeita os alimentos: Como lidar com a Seletividade Alimentar?

Quando a seletividade está instalada, o quanto antes agir para reverter a situação, melhor! Pode ser que seja apenas uma fase, mas ela só vai passar se a família intervir da forma correta.

Para isso, um bom ambiente familiar é essencial. Cabe aos pais ensinar a educação nutricional à criança e garantir a qualidade dos alimentos oferecidos.

Está com problemas de seletividade alimentar na sua casa? Então conheça meu curso online. Ainda dá tempo de ensinar seu filho a ter uma alimentação saudável e eu vou te ajudar. 

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