A importância da amamentação: mitos e verdades sobre o aleitamento materno!

Dra Camila Garcia

Dra Camila Garcia

Você já deve ter ouvido falar sobre a importância da amamentação, afinal este assunto é de total interesse das mamães.

Mesmo assim, muitas mulheres deixam de amamentar por opção própria, por motivos variados que nem sempre têm fundamento.

Existe um esforço muito grande de profissionais da área da saúde em conscientizar as mães.

Mas apesar de haver muita informação relevante, principalmente na internet, existem também alguns mitos sobre o aleitamento materno que precisam ser desfeitos.

Por isso, hoje eu quero deixar aqui a minha contribuição para este tema.

Vamos falar sobre a importância da amamentação e te encorajar a passar por esta etapa com tranquilidade.

Continue a leitura!

A importância da amamentação

Bom, eu sei que amamentar nem sempre é fácil, algumas mães podem até ter alguma dificuldade no começo, mas eu gostaria de te mostrar que todo esforço vai valer a pena.

Quando digo isso não estou falando de uma opinião minha, tirada da minha cabeça.

É cientificamente comprovado que o leite materno é a melhor fonte de alimentação para os bebês, principalmente nos primeiros meses de vida.

O leitinho que você mesma produz contém todos os micronutrientes que além de nutrir o seu bebê ainda agem para protegê-lo. Não é maravilhoso?

O leite materno é uma alimentação completa, nutritiva, saudável e balanceada para o bebê.

Seu filho não precisa de mais nada, a própria natureza faz o trabalho dela nos primeiros meses de vida da criança providenciando um alimento ideal.

Mas a amamentação não é importante apenas para o bebê, a mãe também é muito beneficiada.

Veja alguns benefícios que vão te convencer sobre a importância da amamentação.

Benefícios da amamentação para o bebê!

A amamentação é vital para o bom desenvolvimento do bebê. Veja alguns dos principais benefícios.

  • O leite materno é um alimento completo.
  • A digestão do leite é mais fácil para o bebê.
  • A sucção serve como um exercício de fortalecimento dos músculos da face.
  • Ajuda a criança a se proteger contra doenças.
  • Colabora para o bom desempenho do intestino do bebê.
  • Fortalece o sistema imunológico da criança.
  • Previne anemia e obesidade, já que é uma alimentação balanceada.
  • Ajuda no desenvolvimento cognitivo.

Benefícios da amamentação para a mãe

Veja como você também será beneficiada por amamentar seu bebê.

  • Fortalece o vínculo entre você e o seu bebê.
  • Gera economia, já que você não precisa gastar com mais nada.
  • É prático, pois está sempre prontinho e vai com você por onde for.
  • Te ajuda a queimar calorias.
  • Contribui para a recuperação do útero.
  • Minimiza risco de desenvolver câncer de mama.

Viu só? A importância da amamentação é gigantesca e beneficia tanto o bebê quanto a você. Eu tenho certeza que você já entendeu essa parte!

Mas é importante entender que esses benefícios não servem apenas para os primeiros dias de vida do seu filho.

O que acontece, muitas vezes, é que as mães acabam desistindo da amamentação ou tentando complementar com outros alimentos por acreditarem que o leite delas não “sustenta” o bebê.

Vamos ver a seguir até quando você deve amamentar e em que idade o seu bebê realmente precisa de outras comidinhas.

Até quando amamentar?

A recomendação da OMS (Organização Mundial da saúde) é que o aleitamento materno aconteça de forma exclusiva até os seis meses de idade.

Ou seja, não precisa dar nenhum outro alimento para a criança. O leitinho da mãe é o bastante.

Não precisa nem de água. O seu leite basta para manter o seu bebê hidratado.

É claro que podem acontecer algumas situações pontuais, em que a criança precisará de algum complemento ou substituto (vamos falar um pouquinho das fórmulas infantis depois).

Mas é muito importante entender que essas situações são excessões.

Quando o bebê nasce, o sistema digestivo dele ainda não está maduro o suficiente para receber outros alimentos.

O leite da mãe é perfeitamente digerido, por isso a introdução alimentar só deve começar por volta dos 6 meses.

A partir dessa idade o organismo do seu bebê já deve estar pronto para receber os alimentos sólidos.

Se quiser saber mais sobre como começar a introdução alimentar do seu bebê leia também  este outro artigo que eu escrevi sobre o tema.

Depois dos 6 meses, apesar de começar com a comidinha, o leite continua sendo a principal fonte de nutrientes para a criança.

Mesmo diminuindo as mamadas e com os alimentos sólidos, é altamente recomendado que a mãe prossiga com a amamentação, de preferência até 2 anos, segundo a OMS.

Mas depois de um ano o leite já não é mais o alimento principal da nutrição do bebê, então é importante prestar atenção se o leite não está interferindo na alimentação do seu bebê.

Por exemplo, se ele sempre quer o leite mas nunca a comida, é necessário prestar atenção pois o bebê pode estar desenvolvendo seletividade alimentar.

Então, resumindo:

  • Até 6 meses – só leite materno.
  • De 6 a 12 meses – leite é o alimento principal, a comidinha é complementar (introdução alimentar, fase em que a criança está aprendendo a comer).
  • A partir de 1 ano – a comidinha é o alimento principal e o leite é complementar.

Enquanto você puder e for prazeroso para você, amamente. É importante para a saúde do seu bebê e para a sua também.

Muita gente me pergunta sobre como conciliar a amamentação com a introdução alimentar, então escrevei um artigo completinho sobre isso pra você não ter mais dúvida.

Agora você pode estar se perguntando, e se eu não conseguir amamentar por algum motivo?

E se eu não conseguir amamentar?

Até aqui nós vimos que a importância da amamentação é indiscutível. Mas nós sabemos que nem tudo são flores na maternidade.

Algumas mulheres simplesmente não têm a opção de escolher.

Por mais que queiram amamentar seus filhos elas não conseguem, e isso pode ser muito frustrante.

Mas casos assim acontecem em menor número também. Não fique pensando: “Ah e se eu não conseguir?”, pense que vai dar tudo certo.

Se por algum motivo não der, não foi culpa sua e o seu bebê vai ficar bem.

Nestes casos você pode escolher uma boa fórmula infantil, que é o alimento que mais se aproxima do leite materno.

Existem muitas fórmulas de ótima qualidade no mercado, mas para escolher uma  é preciso conhecer as características do bebê, por isso peça ajuda para o pediatra ou nutricionista do seu filho.

Vai proceder da mesma maneira, até 6 meses só a fórmula, a partir de 6 meses começa a oferecer as comidinhas.

Nada de leite de vaca até 1 ano, hein! Depois de 1 ano pode oferecer, mas antes disso só o leite materno ou a fórmula.

Você também pode dar leite materno e fórmula infantil para complementar, não tem problema nenhum em dar os dois, caso seu leite não seja suficiente. Um pouquinho de leite materno é melhor do que nada.

E lembre-se que coisas assim acontecem e não é culpa de ninguém.

Mas se você tiver a oportunidade de escolher, escolha amamentar.

Os mitos sobre amamentação

Que bom que hoje em dia nós temos a internet para nos ajudar a levar informação sobre vários assuntos, inclusive sobre a importância da amamentação.

No entanto, a mesma mão que ajuda pode acabar atrapalhando se a informação não for verdadeira.

Sobre amamentação existem muitos mitos, principalmente na cultura popular, ideias que vieram de gerações passadas e que até hoje muitas pessoas acreditam.

Tenho certeza que você já ouviu alguém falar algo do tipo: “Toma canjica ou uma cerveja preta pra aumentar esse leite.”

Será que essas coisas realmente influenciam?

Vamos ver.

Cerveja preta, caldo de cana e canjica aumentam a produção de leite?

Não. Não há comprovação científica de que beber caldo de cana, cerveja preta,  ou comer canjica aumenta ou fortalece o leite materno.

O que estimula a produção de leite é a própria sucção do bebê na hora de mamar.

Ou seja, quanto mais você amamenta mais leite é produzido.

Por isso não é recomendado oferecer mamadeiras para o bebê, porque elas oferecem uma facilidade que pode incentivar o desmame precoce, e se ele não sugar a produção de leite pode diminuir e até cessar.

Apenas uma recomendação, beba muita água.

Em média 3 litros para se manter bem hidratada e repor os líquidos que o organismo perde na hora da amamentação.

O meu leite pode ser fraco?

Essa é uma crença muito comum que leva muitas mulheres a recorrerem a suplementos ou à substituição do leite pelas fórmulas.

Consequentemente elas acabam parando de amamentar, mesmo sabendo da importância da amamentação, por causa daquela pulga atrás da orelha que faz as mães acharem que o bebê está morrendo de fome.

Deixa eu te falar uma coisa: seu filho não está morrendo de fome.

Não existe leite fraco. Isso é mito!

O leite materno é o suficiente para o seu bebê, não é fraco de maneira nenhuma. Cada mãe produz o leite adequado para as necessidades do seu bebê.

Reforço que até os 6 meses não há necessidade de complementar a alimentação com outros alimentos.

Eu já expliquei a importância de amamentação mas também é importante seguir as recomendações de alimentar o bebê exclusivamente com leite materno até 6 meses.

Depois disso começar com as comidinhas, mas manter o leite como alimento principal até 1 ano.

Seguindo dessa forma não precisa se preocupar pois seu bebê estará alimentado e nutrido.

Tenho que ter uma hora certa para dar de mamar?

Isso é mais um mito. O leitinho pode ser oferecido em livre demanda para o bebê. Aliás essa é uma recomendação do Ministério da Saúde.

É muito importante entender que o bebê sabe a quantidade e a hora que ele quer comer. Pode dar o peito sempre que ele quiser.

Não compensa congelar o leite pois perde o valor nutricional. Será?

Esse pensamento é comum em mulheres que precisam trabalhar e ficam na dúvida se reservam o leite ou se oferecem ao bebê a fórmula infantil.

O leite materno é o melhor, mesmo congelado.

O seu leitinho, se for armazenado da forma correta, pode ser congelado por até 15 dias sem perder os micronutrientes.

Você pode retirar o leite com uma bombinha ou com a mão mesmo, e armazenar em um recipiente próprio, esterilizado e com etiqueta com a data e hora que foi retirado.

O leite pode ficar refrigerado na geladeira (na parte de cima, nunca na porta) até 12 horas e congelado até 15 dias e ainda assim manter a qualidade nutricional.

Eu tenho que revezar entre os dois seios para amamentar?

Isso também é mais um mito. Não tem necessidade de interromper o bebê enquanto ele está mamando para trocar de seio.

E também não precisa se preocupar em ter que dar sempre os dois seios toda vez que a criança mamar.

É importante que a criança mame o suficiente na mesma mama para atingir a camada de leite posterior, que é rica em gorduras e açúcares necessários para que a ela ganhe peso e fique saciada.

Será que estou produzindo POUCO leite?

Não. Da mesma forma que o seu leite não é fraco, se o bebê está mamando regularmente isso significa que a produção de leite está a todo o vapor, então entenda que o seu leite é o bastante.

Algumas mulheres acham que seios menores produzem menos leite, isso também é um mito, o tamanho dos seios não tem relação com a produção de leite.

Conclusão

Eu poderia ficar aqui falando de diversos mitos sobre aleitamento materno, mas a nossa intenção neste artigo foi conscientizar sobre a importância da amamentação.

A maternidade é cheia de desafios e o que toda mãe quer é oferecer ao seu filho o melhor dela.

Amamentar para algumas mães parece um desafio até difícil de ser vencido, mas com certeza é a melhor opção quando se trata da nutrição do seu bebê.

Além disso, é o momento de maior conexão entre mãe e filho.

Só de imaginar aquele contato visual tão intenso, aquele corpinho agarrado no seu, vale a pena todo o esforço.

Além disso, os benefícios para a sua saúde e do seu bebê são imensos.

É importante também lembrar que a partir dos 6 meses já é momento de começar a introdução alimentar e que também se trata de um momento marcante para o bebê.

Sempre que surgir uma dúvida procure ajuda profissional, evite levar em consideração as “conversas do povo”. Eu tenho certeza que agora você estará mais segura para insistir no aleitamento materno, já que você entendeu melhor a importância da amamentação.

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